Publicado por: Raphael Godoy | 26 julho , 2012

Siglas, cabos e cabides

Gosto de política do Interior, quanto menor a cidade, mais a coisa ferve. Nas capitais tem toda a questão da militância, verdadeiras marchas em prol de algum candidato. Mas, no interior, o assunto ferve. E em João Monlevade não é diferente e com a inclusão das redes sociais neste processo fica ainda melhor.

Porém, uma coisa ainda não entra na minha cabeça que é a questão da militância em João Monlevade. Há certa paixão cega daqueles que erguem bandeiras e vestem camisas com a sigla do seu partido que mais atrapalha do que ajuda a conquistar votos para seus candidatos. Ora, se eu sou PB (Partido das Bananas) e quero convencer todo mundo que o meu CANDIDATO é melhor, a primeira coisa que tenho que fazer é tirar a camisa do meu partido e explicar porque ele é melhor. Se eu já gosto do Partido eu já vou votar no candidato sem ninguém precisar me convencer, mas, se eu não gosto do partido o trabalho é muito maior para me convencer a votar no candidato só porque ele é do PB.

Outro ponto sobre partidarismo é que hoje isto já não significa muita coisa. O governo federal do PT, por exemplo, fez muito mais pela Social-Democracia, do que o governo do PSDB que é quem ergue esta bandeira. A bandeira ecológica do PV e defendida pelos seus principais integrantes não atingem a base, e o governo municipal pouco fez pelo meio ambiente, a exemplo disto, o despejo constante de lixo nas proximidades do Areão. Ou seja, idelogia partidária hoje está sendo substituída por modelos de gestão, o que é bom, mas por outro lado resume os partidos a cores e siglas e só.

Dentro deste contexto temos também a figura do cabo eleitoral, aquele cara de bom relacionamento e poder de convencimento que acompanha os candidatos em busca de votos, mas com tanta informação disponível na internet e jornais, esta ocupação está cada vez mais em extinção e então surgem vários tipos de cabos por todo o canto, acabou-se a “profissionalização” do cabo. Assim começa outra guerra, porque o número de cabides nas prefeituras hoje, são infinitamente menores que o número de cabos que surgem a cada dia.

O resultado disto é o que aconteceu no governo Prandini que promoveu um verdadeiro inchaço nas repartições públicas, setores que antes tinham, 3 a 4 funcionários passaram a ter 7. Todos apoiadores da linha de frente de sua campanha.

Enfim, para escolher o melhor candidato é preciso estudar e muito o passado político e as propostas de cada candidato, pois as siglas já não falam mais por si só, os cabos buscam eleger quem lhe dará emprego e os cabides são para poucos.

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