Publicado por: Raphael Godoy | 9 abril , 2010

From the desk of president

Apesar do título, este post nada tem a ver com política, tem a ver com status – o que dá quase na mesma se observado alguns pontos de convergência. Status, nada mais é que a “posição hierárquica que um indivíduo se encontra e considera a capacidade de mobilidade dentro desta mesma hierarquia”. Ainda seguindo essa linha de raciocínio onde a “um indíviduo se encontra”, podemos concluir que ele está “com algum poder”, mas que amanhã ele não pode estar mais, ou seja, é tudo passageiro.

Discorro sobre isto tudo para lembrar algumas pessoas que estão no poder, sobretudo, a aqueles que não tem um mínimo de humildade, que o momento que vivem é passageiro, que um dia o sonho vai acabar e terão de voltar a condição de “simples mortais” como este que escreve. Vejo algumas pessoas da atual administração que por terem um “cargo comissionado” não tem a menor humildade de aceitar que eles estão ali por influência política e que um dia a “mamata” vai acabar.

Antes mesmo de tomarem posse, alguns já rodavam a prefeitura, provocando aqueles que então eram os cargos comissionados chamando-os pela alcunha de “Na rua”, uma vez que suas demissões já estavam 100% garantidas. Pior que estes só a arrogância dos que estavam saindo e não aceitaram a derrota com dignidade e no que puderam dificultar na transição, assim fizeram. A mudança de “status”, quando é pra baixo, é dificil ser engolida e quando é pra cima, difícil de controlar a euforia.

Mas não são apenas os cargos comissionados, a arrogância, passa também, pelo secretariado e pela câmara dos vereadores onde alguns de nossos edis se acham com poder nas mãos para falar o que quiser, de quem quiser e sobre o que quiser, mas se esquecem de cumprir sua função de legislar. Em época de eleição, não seria novidade ou motivo de espanto, se nossa camara municipal virasse palanque político defendendo Dilma´s, Serra´s e Marina´s.

Por vezes, devemos deixar o Status de lado, e preocupar em fazer valer o salário no final do mês, porque não importa onde se está e quanto recebe, o que importa é que se ganha – e ganha bem – para fazer alguma coisa, e pelo que me lembro, ser arrogante, prepotente e se achar o dono do mundo, não está na atribuição de nenhum cargo público ou privado.

Assim como, volto a dizer para aqueles que se dizem jornalistas, o ofício do verdadeiro Jornalista (aquele que tem diploma) tem que ser respeitado, e utilizado somente por aqueles que tem competência, responsabilidade e discernimento para escrever sobre o que quer que seja. Ser jornalista, é muito mais que saber escrever e ter boas fontes. Como diria o Tio Ben, “com um grande poder, vem junto uma grande responsabilidade”.

UPDATE:

Deixo claro que sou a favor da liberdade de expressão e que todos tem o direito de opinar e escrever sobre o que quiser, o que sou contra é gente que adora emitir opinião, bater no peito e se dizer jornalista sem ter a formação e o preparo adequado para, de fato, SER jornalista.

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Responses

  1. Raphael, com todo o respeito, o último parágrafo destruiu seu texto, em meu entendimento.

    “…o status de jornalista tem que ser respeitado, e utilizado somente por aqueles que tem competência, responsabilidade e discernimento para escrever sobre o que quer que seja.”

    Eu gostaria de obter uma explicação mais detalhada sobre este trecho, porque não consegui assimilar o sentido que você aplicou a esta construção frasal em particular.

    Um abraço.

  2. Agora o texto ficou justo e bem encaixado. A defesa das prerrogativas de uma profissão regulamentada, deve se pautar pela regulamentação efetiva desta profissão. Confesso que não vejo motivos para haver qualquer celeuma na ocupação de vagas por profissionais de Jornalismo: estas deveriam somente ser ocupadas pelos legalmente habilitados.

    A falácia de dizer que há diplomas de Jornalismo desperdiçados na mão de idiotas não cola, porque há diplomas de todas as áreas desperdiçados nas mãos de idiotas. E, por consequência, há o reverso da medalha: há profissionais extremamente habilidosos e competentes, portadores dos respectivos diplomas, aptos a construir um país mais moderno e justo.

    Neste diapasão, fico com a Lei e com suas implicações: se não há como existir médicos práticos, advogados práticos, engenheiros práticos, porque haveria de se manter a guilda dos Jornalistas práticos? Pauto-me pela proibição, pura e simples, de se permitir o surgimento de práticos novos, deixando ao cargo do tempo e da inevitabilidade da extinção os poucos que haviam quando a regulamentação profissional surgiu.

    E ainda mantenho o posicionamento de se limitar com precisão cirúrgica o que é atividade jornalística: sem os cuidados necessários, estaríamos proibindo a circulação de ideias e de informações com olhares diferenciados, fractais, e portanto democráticos ao extremo. Ou permitindo a qualquer bom conhecedor de língua portuguesa a prerrogativa de reportagem, o que seria monstruoso e absurdo.

    E, para fechar, uma última pergunta: qual seria a fração de responsabilidade dos Jornalistas habilitados legalmente, para que espaços importantes estejam sendo ocupados por diletantes (bem ou mal intencionados?)

    Um abraço.


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