Publicado por: Raphael Godoy | 1 abril , 2010

Algumas impressões

Religião, Educação e Política são três coisas fundamentais para qualquer sociedade, desde que, uma não se misture a outra.

Não devemos tratar partidarismo nas escolas assim como não devemos fazer o mesmo na igreja. Imagine, se todos os professores da rede pública utilizasse de sua autoridade (se é que professor no Brasil ainda tem alguma autoridade) para ensinar aos alunos na escola qual partido é bom e qual é ruim. Não, essa não é a função da escola. A função da escola é ensinar e praticar o dicernimento crítico dos alunos. O trabalho da escola é colocar na cabeça dos alunos, que eles são o presente do país, não o futuro. Basta lembrar os movimentos estudantis da época da ditadura, movimentos ideológicos que visavam melhorar o país destruindo um REGIME que não trazia benefícios para a nação. Mas, nunca que um movimento deve ser começado nas condições em que este começou. Não há uma ideologia, não há sustentabilidade teórica para que ele seja levado a sério. Este movimento que surgiu foi apenas um bando de cães latindo enquanto a caravana passa. Prova disto é que ninguém que mereça ser levado em consideração levou a sério e as discussões se voltaram para a questão dos padres terem tomado partido e insultado pessoas inocentes – até que se prove o contrário.

A partir disso o assunto vem sido debatido em 9 de cada 10 mesas de boteco e em 11 de cada 10 blogs do município. Já que é pra dar opinião, também vou dar a minha. Sou católico praticante, mas já me afastei da igreja e até procurei refúgio em algumas igrejas evangélicas por um tempo. Meu afastamento se justifica nesta “falsa missão” que a igreja tem de querer ditar o rumo do mundo, entrando em guerras que não são dela e dando pitaco sobre o que não deveria dar.

Li em um blog que as pessoas procuram mais do que Deus na igreja, procura parâmetros para seguirem suas vidas, moralidade e outras coisas mais. Eu até concordo com isso, mas, quando um líder religioso sai de seu papel de “ensinar valores cristãos” e passa a ser juiz destes valores eu tenho o direito de acreditar que alguém deve lembrar-se de ter um pouco mais de humildade. Estes líderes religiosos deveriam se ater a fazer a sua função, orientar a população sobre valores cristãos como, por exemplo, não querer ser o juiz das situações. Acredito que estes padres devem se lembrar da história da prostituta que foi salva por Jesus.

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