Publicado por: Raphael Godoy | 19 agosto , 2009

Poema sem nome

Sonhos insanos
gerados por um dia sonso.
Sonso? Não.
Melhor, sem sal, sem sabor
sem cheiro, sem amor.

Cotidiano interminável
que conta de trás pra frente.
Conta-gotas, cotra-gosto
assim mesmo, nada diferente

Vivo sem saber
que o sonho que sonhei
não são tão insanos
são apenas uma repetição, um replay

Replay. Deste jeito
sem feedback ou fast-forward
sem stop, nem slow motion.
Apenas repetição daquilo rejeito

Não nego o que sou,
nem o que fui ou serei.
Mas quem nunca pensou
em um dia ser rei?

Eu não pensei.
Da corte, quero ser o bobo
Isto. Prefiro o bobo a rei

O bobo quando cai
é apenas uma piada
Um rei quando cai
leva seu reino a derrocada

E, sendo assim, já fui rei.
O reino: meu coração.
Caí, e por lá fiquei
meu reino como está?
Sinceramente? Não sei

Vou ser bobo?
Bobo da corte?
Rir do irrisível,
rir do medo que me ataca
sempre invisível?

Não. Melhor mesmo é ser poeta.
Ser um fingidor e fingir que não é dor
aquilo que de fato sente.

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