Publicado por: Raphael Godoy | 6 janeiro , 2009

Reabrindo o Buteco – Imprensa

Reabrindo o buteco, este ano o whisky vem acompanhado de gelo de água de coco. Boa novidade para os apreciadores assíduos deste blog, já que assim, o whisky desce mais gostoso e evita ainda mais ressaca noutro dia.

Vamos começar o ano com uma “denúncia” e resgatar uma polemica que surgiu no fim do ano passado com um dos Vereadores, o tal Robertinho. Este edil disse em alto e bom som e a imprensa repercutiu que “os jornais de João Monlevade eram comprados pelo governo”. Bom, ele exagerou? Sim. Ele generalizou? Sim. Mas, será que ele estava tão errado assim a ponto de gerar a revolta de todos os membros da imprensa? Não, nem tanto.

Neste ponto posso falar com propriedade. É verdade, que a Prefeitura Municipal nunca proibiu qualquer jornal de publicar qualquer coisa que seja, descaracterizando-se assim aquela possibilidade de que os jornais eram comprados pela Prefeitura. Até mesmo, o A Notícia, que foi alvo nas ultimas semanas de ter sido beneficiada pela prefeitura com quantias maiores de patrocínio, vivia fuçando, cutucando e procurando irregularidades, denuncias e outras coisas mais atrás de algo que poderia estar errado, isto só para citar um exemplo. Sendo assim, o vereador está totalmente equivocado quando diz que os Jornais de João Monlevade eram comprados pelo governo.

No entanto, quando temos uma grande quantia de jornais em uma cidade do porte de João Monlevade que simplesmente pararam de circular durante o período eleitoral – que por lei proíbe a prefeitura de enviar matérias pagas – não há formas de pensar diferente. Alguns jornais diminuíram sua peridiocidade, outros reduziram drasticamente o número de páginas e mais alguns simplesmente pararam de circular. A maioria destes jornais por manter em suas redações profissionais desqualificados, sem formação profissional adequada e sem o menor compromisso com o jornalismo. Estes sim, podemos dizer que são “comprados pelo governo”, mas deixemos claro que não é porque a Prefeitura quis assim, eles são vendidos mesmo, fazer o que? Estes jornaizinhos vivem de releases – pois a equipe de redação é pequena e incompetente – e de matérias pagas pela prefeitura. Diante deste quadro, como podemos defender a imprensa de João Monlevade de forma generelazida? Simplesmente não dá, tem que separar os jornalistas dos jornaleiros.

Durante um ano pude observar de forma bem profissional e bem de perto o comportamento da mídia impressa de João Monlevade e, realmente, são poucos os jornais dignos de se gastar tempo fazendo sua leitura. Cito aqui alguns: Jornal A Notícia, pela estrutura e profissionais de sua redação, todos com graduação em Jornalismo, assim como o Bom Dia e o Jornal de Monlevade .O Jornal Alô Monlevade também não parou, saindo com a mesma peridiocidade de antes e o Diário do Vale, que nunca deixou de sair também. Para mim, são estes os únicos jornais que deveriam ter se sentidos ofendidos com as palavras do vereador Robertinho, o resto, devia mais era amarrar a carapuça e enfiar o rabinho entre as pernas.

Só para constar, nas ultimas semanas quando a Prefeitura voltou a enviar as matérias pagas, o movimento de Jornaleiros na ACOM aumentou e muito, todos atrás de matéria paga. Teve gente que ligava 5, 6, 7 vezes por dia chorando por alguns centavos da prefeitura e gostei do posicionamento da Prefeitura, que enviou tais matérias apenas para os jornais que não esqueceram-se do seu ofício e compromisso com a informação. Que fique a lição.

Desculpe se faltou o gelo de coco, mas as vezes uma boa tragada seca é muito bem-vinda.

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Responses

  1. É isso ai Raphael! Pingo nos ís, é o único e mais simples remédio para a bizarrice.
    Ótimo artigo. Vamos propagar.

  2. vai me desculpar mas…Diário do Vale? Pqp né?
    Aquele Diário do Vale não “vale” o papel q é impresso!
    Não tem notícia nenhuma!
    Antes de defender os amigos seus…pense e repense antes de escrever!

  3. Caro Carlos,

    Não o conheço e tampouco sou amigo do Dono do Diário. O que ressaltei no artigo foram jornais que tinham compromisso com o Jornalismo, que não pararam seu ofício durante o período eleitoral e sempre nos procuravam para fazer suas matérias. Considerando as limitações do Diário do Vale tanto financeiras quanto de pessoal, é sim um bom jornal, além disto, o senhor não deve ter lido os artigos escritos pelo Jornalista Marcelo Melo no período eleitoral, e olha que nem sou muito fã dele.

    Eu tive estes critérios para avaliar e você tem os seus, então… paciência.


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