Publicado por: Raphael Godoy | 2 janeiro , 2009

Balanço Geral

Não, não irei comentar sobre aquele programa ridículo que passa na Record. Mode Critico Insaciável off. Só acho melhor este nome do que Retrospectiva 2008.

Hoje é o penúltimo dia é o segundo dia deste fatídico ano, e nada melhor do que seguir os conselhos de Fernanda Takai e Cia: “Ta na hora de você pensar de novo, nas besteiras que você fez na sua vida, êeee vida sofrida, amanha eu vou curar minhas feridas.”

Para mim 2008, foi um ano único e com mais altos e baixos do que qualquer outro ano, eu sei, é pedante ficar dizendo “a vida é como uma montanha-russa, cheia de altos e baixos” mas, e daí, é mesmo. Mas vejamos, o ano começou como mandava o figurino, estava empregado, e tinha grandes expectativas de que 2008 seria melhor que 2007 – diga-se de passagem, um ano para ser esquecido, por vários motivos. No entanto, eu tenho a incrível capacidade de me auto-destruir e eis que com 5 dias, apenas 5 dias, já tinha feito a maior burrada dos meus, até então, 22 anos já vividos. Engravidei uma garota totalmente desequilibrada mentalmente, emocionalmente e todos os mentes imagináveis. Para piorar a situação havia também uma ex, uma cidadã mais confusa que a América Central, totalmente perdida entre a razão e a fé. Sim, culpar Deus ou responsabiliza-lo por suas escolhas não é fé e sim uma forma de tirar o peso da nossa responsabilidade de nossas costas.

Bom, isto foi em janeiro, mas só fui saber que seria pai de uma criança na hora mais errada de todas em Fevereiro, exatamente 1 semana depois que larguei meu emprego e não sei porque diabos estava me reaproximando da minha ex, o mundo conspirava contra mim. Por sorte, logo que fiquei sabendo que seria pai fui chamado para trabalhar num jornal da cidade como freela e 2 dias depois fui chamado para trabalhar na Prefeitura de João Monlevade, onde estarei com certeza, até amanhã, depois disto só Deus sabe. Ótimo, minha vida estava mudando, neste meio tempo surgiu a hipótese de me casar com a mãe do meu filho, hipótese esta que não durou mais que 2 semanas. A mulher era realmente louca, não havia possibilidade de convivência pacifica e respeitosa entra a gente.

Então veio março, o mês foi até legal, começava a me acostumar com a idéia de ser pai, estava cercado de amigos e empolgado com o serviço novo. Onde por sinal conheci muita gente bacana. Fiz meus 23 anos, e pouco antes disto reencontrei com uma pessoa muito especial, tipo aquele primeiro amor que a gente tem sabe!? Mas na época, com meus 15 anos, não soube lidar com a situação e estraguei tudo. Ficamos desde então sem conversar, não sei bem os porquês mas não deu. Então, este ano, num encontro totalmente inesperado conversamos muito, ajustamos algumas coisas e uma pena (ou não, como veremos mais para frente) eu não estar com cabeça para nada na época, mas resgatar a amizade de alguém que tanto apreciava e aprecio, foi muito bom e gratificante. Um belo presente de aniversário.

Abril foi um mês morno mas interessante, pela primeira vez tive contato direto com alguns artistas como Kelly Key, Zé Geraldo, Revelação e Daniel. Contato rápido, no entanto, foi interessante. E pessoas, a Kelly Key definitivamente não precisa de photoshop. – Acho que foi aí que começou de fato minha fascinação com loiras.

Maio foi um mês estressante, o fato de ser futuro pai foi pesando sobre os ombros, precisava pensar no futuro, e pela primeira vez, de forma séria e com um problema real em mãos. Comecei a buscar outras fontes de renda, eis que surge Betinho, amigo da faculdade e que estava com um projeto de um site jornalístico e com fotos dos eventos e festas da cidade. Fechamos a sociedade e começamos a trabalhar em uma versão experimental para sentir o nosso público e definir um formato definitivo para a partir de 2009.

Então venho junho, talvez o mês mais marcante do ano, não pelos grandes eventos, pessoas que conheci ou fatos inusitados, mas sim, pelas decisões. Decidi não me stressar mais a com a bendita gravidez e excluir aquela bendita ex-namorada de minha vida – hoje percebo o quanto ela me prejudicou e continuava me prejudicando. Teve também a EXPOMON, onde conheci mais gente bacana como o pessoal do JAMMIL, da Azorra (Grupo de Axé) e por fim, Eduardo Costa – Alice, morra de inveeeja. Aqui comecei a trabalhar no terceiro emprego, mas não deu certo, responsabilidade demais, trabalho demais, para saúde e tempo de menos.

Julho, o mês mais importante do ano para mim. Comecei a “ficar” com Maria Alice de Assis Fonseca, minha loirinha dos olhos verdes que há algum tempo já buscava formas de encontrar. Foi algo totalmente inacreditável, pela primeira vez estava com alguém que me fizesse sentir bem sendo eu mesmo. Pela primeira vez fui 100% sincero e aberto com alguém. Foi bom, ou melhor, está sendo bom, ou melhor vai ser sempre bom. Nunca senti tantas saudades de alguém que conhecia a tão pouco tempo.

Em agosto, larguei o emprego no CERP, já não agüentava mais a rotina de quase 18 horas de trabalho. Começou a apreensão por causa das eleições, e conseqüente permanência ou não no emprego, afinal, cargo comissionado tem destas coisas. Foi interessante ver que quanto mais o tempo passava, menos apreensivo eu fui ficando com as coisas pessoais podendo focar mais nas coisas profissionais. Também comecei a fazer um curso de Gestão Cultural onde conheci muita gente boa e interessante. E descobri que há sim vida inteligente em João Monlevade, só que ela fica escondida.

Veio setembro, depois de muito tempo consegui ficar 2 meses com a mesma pessoa, foi bom e fiquei contente com isto. No dia 21, nasce minha filha, Maria Luíza, não pude acompanhar o parto e só fui saber 3 dias depois. Maldita seja aquela família (sim, estou rancoroso por isto), o momento mágico, aonde acontece o milagre da vida e nem sequer pude estar presente, segurar minha filha. Mas sei que Deus é justo e um dia isto vai ser reparado, não sei como nem quando, mas que vai, vai. Achei que com isto meus 2 meses de namoro iriam pro espaço, afinal, uma coisa é estar com alguém que vai ser pai outra é estar com alguém que de fato É pai.

Então, chegamos em outubro, comecei a brincar com um tal de twitter, onde novamente conheci pessoas magníficas, blogueiros e blogueiras, sobretudo as meninas do pararaiodedoido, o mysterious, a iara, a karlinha, a sisa e a adorável Lais. Graças as meninas do pararaio tenho material de sobra pra III Mostra Experience que vai ser realizada ano que vem. Neste mês pude ver minha filha com certa freqüência, até o dia que registrei a criança e a mãe virou as costas para mim, brigando e impedindo de eu ver minha filha, entrei na justiça. A situação perdeu as eleições e vi meu emprego por um fio, como de fato ainda está, mas comecei a fazer planos para o site e acho que vai dar certo, além disto com os contatos que fiz no curso comecei a me interessar mais por produção cultural e fiz boas parcerias.

Novembro, como era de se esperar, foi ainda melhor. Algumas máscaras caíram como as do pai e da mãe da mãe de minha filha. Não entendo aqueles dois, ele se faz de sério e sereno, mas é um pau mandado da mulher, que por sua vez é totalmente desequilibrada e é maior influencia que a filha dela tem. O que será de minha filha? Bom, mas isto é o de menos, o que importa é que minha namorada fez aniversário fomos todos no sítio dela, minha mãe, meu pai, meus irmãos, e alguns amigos. Foi ótimo e de quebra ainda assisti de um espetáculo de teatro “Máquina de Pinball“. Novembro foi terminando e com ele o curso, foi muito proveitoso, porém maçante.

Chegou dezembro, último mês do ano. Olho pra trás e vejo tudo que passou, tudo que passei para chegar até aqui. Como se fossem provações para chegar ao céu. E aqui estou, ao lado da mulher que amo, vendo as coisas se acertarem por si só. Interferência divina ou coisa parecida? Não sei. Por fim a ultima prova veio, expor toda a situação aos pais de minha namorada. Achei que seria difícil, e foi. Engasguei, o medo da rejeição, da proibição falaram alto, mas diante de um homem equilibrado e de uma família unida, acho que o importante é o tal da felicidade, e é assim que me sinto, é assim que Maria Alice se sente, e conseqüentemente todos a nossa volta. Mas antes, teve a Bodas de Prata dos meus pais. Fiquei feliz por ver os dois se casando de novo, foi muito bom, sobretudo por ver como Alice cativou todos de minha família e amigos. Sem dúvidas ela é tudo que sempre procurei.

E assim fecho meu ano, feliz por todas as coisas que me aconteceram, ou melhor, por como os problemas se resolveram. Ou melhor, quase todos, ainda não sei o que será de mim ano que vem. Falta resolver minha questão na prefeitura e conseqüentemente resolver com o resto. Mas é isto aí, obrigado a todos que fizeram deste 2008 um ano esplendoroso (e não é que essa palavra existe?) e que sei que farão toda a diferença em 2009.

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Responses

  1. Que bom ter te conhecido nesse ano que passou. Encontrei a luz! huahua
    Os problemas na vida são para nos fazer mais fortes. Fico contente por você estar com alguém que te ama e te apoia em tudo.
    Beijocas!!!
    Bom ano e bom carro. Rá!


  2. Obrigada por se lembrar de mim!
    Ano conturbado hein, mas “don´t worry about a thing, cause every little things is gonna be alright!”
    haha

    bjos

  3. Jesus, Maria e José!
    Teu ano dava, na boa, pra preencher uma vida toda.

    Será que 2008 pra todo mundo foi assim?
    O meu teve término de namoro, formatura, viagem, primeiro emprego, e quando eu achei que tava bom, mudança de vida, de país e continente!

    Mas vamos lá, 2009 não pode ser pior. Na verdade, até creio que vai ser melhor!

    Beijos, moço, um ótimo ano!


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