Publicado por: Raphael Godoy | 27 novembro , 2008

Ninfetas e Balzaquianas

Vivo uma fase da minha vida onde tenho oportunidade de conviver com mulheres de várias idades, com vários interesses, várias paranóias e outras “várias” mais. Mas, de todos os tipos as que tenho mais contato são as Ninfetas e as Balzaquianas e as duas me encantam muito e por motivos diferentes. Primeiro vamos deixar bem claro o que é uma Ninfeta e o que é uma Balzaquiana, consultando fontes confiáveis de informação tais como, Prof. Google.

Ninfeta é: Jovem com a delicadeza de uma adolescente e a sensualidade de uma mulher

Balzaquiana é:Mulher com mais de 30 anos, mais madura, realista e vivida, elas esbanjam sensualidade e realização.

Primeiramente, vamos deixar claro que as Ninfetas as quais me refiro são aquelas maiores de 18 anos, o que me livra de um processo por pedofilia ou apologia a tal doença. Segundamente (isso existe?), Quando me refiro às Balzaquianas me refiro às mulheres de 30 que se cuidam, não àquelas que se entregam à condição de mulher do lar e ficam o dia todo de toca na cabeça.

Então, vamos às Ninfetas, estas belas jovens. Elas fazem parte constante do imaginário masculino (vide diversos tipos de fantasias com colegiais e teenagers). Elas tem aquele ar de eu quero isto mesmo não sabendo o que é. Mais parecem lebres diante de pedradores, são objetos de desejo, olhares e comentários maliciosos. Facilmente seduzidas e apaixonam-se com facilidade. Diante de um homem mais experiente se rende facilmente à seus galanteios e se envolvem tão rapidamente que quando se dão conta, já estão totalmente dominadas e controladas.

Não interpretem isto como falhas, pois a Ninfeta ganha pontos justamente por isto, porque elas conseguem fazer o outro “se sentir o cara”, a última bolacha do pacote. A insegurança típica da idade as fazem ver em seus relacionamentos um porto seguro e os homens gostam de se sentir assim: protetores, donos da verdade e carregar aquele ar de “maridão”, dono da situação. O super-herói que sempre está lá para salvar a donzela. E justamente por isto o envolve completamente, ou seja, os dois ficam num transe mágico que pode durar por horas, dias, semanas, meses, anos, mas não é infinito. Aí está o ponto fraco das Ninfetas, às vezes achar que a vida é como nos filmes.

A Balzaquiana já é diferente. Ela sai da condição de caça para caçadora. Não estou dizendo que elas ficam por aí dando em cima de tudo quanto é homem porque querem desesperadamente se casar. Muito pelo contrário, ela seleciona, ela é capaz de seduzir sem dizer uma palavra e consegue fazer o babaca acreditar que ele a escolheu e não o contrário. É loba em pele de “cordeira”. Se veste com elegância. Ao invés de mostrar o que têm de melhor, esconde, atiça o imaginário masculino. Ao começar um relacionamento não se deixa levar por palavras bonitas e declarações de amor. Ela já é grandes conhecedoras de seu próprio coração para saber o que é bom e o que não é. O que é verdadeiro e o que são frases feitas para se conquistar alguém. A verdadeira Balzaquiana, aquela mulher de 30 e poucos, com tudo em cima e atitude, é a mais perfeita das mulheres. Conhecem suas fraquezas e seus pontos fortes, e o mesmo sabe dos homens.

Ela perde para as Ninfetas justamente por seu excesso de confiança. Aquele ar de “eu não preciso de você, ta me entendendo?”. Homem foi programado para sentir-se dono da situação, o bam-bam-bam, o Rei da Bala Chita. Mas ao mesmo tempo é isto que mais me atrai nas Balzaquianas. É este poder de saber o que quer. Mulheres decididas impressionam pela capacidade de serem admiradas por muito mais que caras, peitos e bundas. A Balzaquiana são melhores, e justamente por isto dão medo. É como a velha história das melhores maçãs que ficam no alto e pela dificuldade de se ter, acabamos ficando com as maçãs de baixo.

Poderia ficar aqui por parágrafos e parágrafos falando sobre estes dois tipos fascinantes de mulheres. E de outros tantos tipos também. No entanto, poderia começar a divagar demais e me perder em meio a estas mal-traçadas linhas. Mas antes de chegar ao fim, gostaria de clarificar duas coisas. 01 – Ser Balzaquiana ou ser Ninfeta é muito mais que uma questão de idade, é uma questão de Atitude; 02 – apesar de preferir as Balzaquianas, minha amada Ninfetinha ainda está acima delas, afinal, ela é uma Balzaquiana nata em potencial.

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Responses

  1. Cada uma tem sua qualidade. Se pudesse junta-las acho que se completariam. A beleza física e o vigor da juventude com a beleza que só vem com a idade e a experiência. Que beleza !

    Matheus

    http://www.oultimoromance.wordpress.com

  2. Bom, eu particularmente só concordo com a parte que o que mais tem por aí é gente se contentando com as maçãs podres e as baixas por pura preguiça de buscar as melhores.

    Eu, como balzaca (ou quase, já que tenho 29 e estou a caminho dos 30) acho uma afronta ser comparada com uma “ninfetinha”. Pelamor, nem quando eu tinha 18 aninhos eu era essa pessoa que tem como maior encanto ser bobinha no ponto certo pra fazer algum macho alfa se sentir o foda. Aliás, homens que precisam de sentir que estão no topo pra acharem que são alguma coisa nunca me despertaram nada além de preguiça. Então quando eu estava com meus 18 aninhos eu estava correndo atrás do que me faria ter a vida interessante que eu sempre quis. Matriculada num curso foda de uma universidade bem conceituada, malas prontas indo passar um tempo na ex-URSS, falando inglês fluentemente e já vivendo longe da barra da saia da mãe. Mesmo com 18 aninhos, por mais inocente que eu fosse em vários aspectos (e fui bastante inocente até bem depois disso) sempre soube o que quis da vida, e isso nunca foi ser escada pra macho alfa subir.

    Enfim, o tempo passou e a quase balzaca aqui, mais de 10 anos depois, melhorou em bastante coisa, amadureceu em outras, criou algumas amarguras (e quem disse que ficar mais velha só traz vantagens?), mas felizmente ainda sou da geração que está mais bonita aos 30 do que aos 18. Continuei no caminho que eu estava, mas com upgrade (matriculada num doutorado num instituto bem conceituada, desmanchando malas voltando da minha segunda experiência longa fora do Brasil, falando 3 línguas fluentemente e arranhando uma quarta, e decididamente independente da mãe – com a vantagem de saber a hora de recorrer à sabedoria dos seus mais de 50 anos). Estou solteira, não estou procurando desesperadamente alguém pra casar, mas admito que seria fácil achar se eu me contentasse em ser escada de macho alfa.

    Mas se por um lado eu tenho certeza que me tornei uma mulher mais interessante (e olha que estou longe dos padrões ditos de beleza, com toda sua anorexia e vigorexia), está cada dia mais difícil achar algum parceiro à altura. E um dos motivos é o fato de que os homens precisam estar bem mais velhos pra atingir nossa (das balzacas) maturidade, segurança e auto confiança. E quando chegam neste ponto (quando chegam) já estão caídos pela idade. Aí, coitados, não arrumam nem as ninfetinhas gostosinhas (a não ser que tenham grana) e muito menos as balzacas bem resolvidas, que podem até não ligar pro físico, mas que correm dos caras decadentes que sonham com um filezinho mesmo sendo uma muxiba. E os poucos que amadurecem antes sossegam com alguma mulher que valha a pena sem chegar neste estado lamentável.

    Agora fica a pergunta: você que adora ninfetinha e fica se sentindo o cara mais foda do mundo por dominar a menina-sedutora completamente, aproveitando das inseguranças dela está preparado pra ficar velho, caído e sem chance nenhuma com elas? Ou prefere mais investir no conteúdo pra não precisar contar com a barriga de tanquinho pra ser interessante? Pick your choice, dear. Time’s almost up.

  3. Usamos generalizações porque fica mais fácil descrever a diversidade de pessoas ao nosso redor, a simplificação facilita, mas diminui tanto as pessoas, quanto o verdadeiro encanto de sermos únicos. Rótulos facilitam e também ajudam a diminuir o medo do desconhecido, porque ao darmos um nome o desconhecido passa a ser familiar. Pegar o imenso mundo feminino e reduzir a balzaquianas experientes e com excesso de confiança e a ninfetas alegrinhas e aparentemente confiantes, portanto é uma generalização. Pra piorar o que na intenção era um elogio, na verdade me soa como a canção machista que ecoa ainda em boa parte do mundo e no Brasil.
    Em primeiro lugar. Uma mulher independente, que sabe o que quer, tem que ser excessivamente independente? Parece coisa de revista feminina que fica dando conselhos retrógrados pra gente parecer idiota frente a uma situação que a gente dá perfeitamente conta. Isso não é ser excessivamente independente, e ser independente e ponto. Mas ninguém sabe tudo, não importa se homens ou mulheres. Toda relação pressupõe troca e ajuda mútua, mas sem teatro, peço ajuda no que preciso, sem recolher a lágrimas falsas ou subterfúgios infantilóides.
    Todo homem foi programado par ser auto-suficiente? Ninguém foi programado para nada! A cultura em que estamos inseridos tem sim estereótipos, mas podemos ou não reafirmá-los em nossas condutas, temos sim escolha. E afinal o homem de trinta anos de hoje não foi criado no mesmo ambiente do meu pai, p.ex., não absorveu os mesmos conceitos ou a mesma forma de viver. Se continuar pensado que está no papel de provedor eterno, deve rever os seus conceitos e forma de viver.
    Aos 18 anos uma mulher realmente pode parecer segura, e me desculpem as moças de 18 ou 20 e poucos anos, mas o são porque pouco viveram. Conheço algumas bastante maduras pela idade, mas garanto que ainda serão bastante balançadas pela vida em muitos de seus conceitos, simplesmente porque ainda terão muita estrada pela frente. E sei disso porque eu era assim, hoje sou outra, amanha serei outra. É vivendo e aprendendo, não há outro jeito. Então por mais madura que seja aos 20, não será como uma de 35.
    Um amigo meu, para justificar sua notória preferência por ninfetas costuma dizer que depois dos trinta, às vezes falta humor, certa criancice saudável, muitas se tornam meio amargas pelas desilusões da vida. Com isso até concordo, mas também há exceções, mas isso é outro assunto, mas pode ser também um humor mais refinado e sutil, que às vezes não faz parte do repertório masculino.
    Mulheres caçadoras…também parece algo que tem assustado muito os homens atualmente, tenho ouvido ou ludo muito essa expressão, e raras vezes sem um tom de reprovação a atitude da mulher como o lado ativo na paquera. Parece-me que homens seguros de si, da sua condição masculina, sentem-se menos incomodados e também alguns tímidos, por outros motivos óbvios. Também fica parecendo que a mulher é uma devoradora de homens. E se for? Qual o problema? O homem sempre pode se gabar de quantas teve ainda se recrimina a mulher por quantos ela tem.
    Ninfetas têm ao frescor da juventude, a vida ainda começando, um viço. Acho o ponto a favor. As chamadas balzaquianas são somente mais maduras (não em todos os casos) porque já viveram mais, têm mais experiência de vida, e só. Resta ao homem de hoje se adaptar ao que a mulher quer um companheiro para andar ao lado, não um provedor.

    bj

  4. E o Dr Raphael Godoy divaga sobre Balzac (grande Honore) e Nabokov. Apesar de que a Lolita de Nabokov não chegava a ser ninfeta em sua tenra idade. Whatever, acho q o conceito é esse.

    E é divagando q se chega looooooonge!

    Bjo
    BRID

  5. Caraca, ontem eu estava uma H2O!!!
    Dr Mr Godoy, bom, eu gostei do que você falou na parte das balzacas.
    Boa essa sua divagação, continue assim.=)
    Beijas!!!

  6. Balzaquianas ( tradução) .. já deu até ..desde a ninfetisse,,..ai quer um trouxa…. prefiro mil vezes uma ninfeta… pouco usada e ou nunca … delicia…e elas gostam do velhinho aqui… bonito quarentão…dinheiro no bolso..mete bem..carinhoso…mais o quê… tão cansada de mulekes idiotas q nem trabalham…

  7. nos ninfetas somos muito melhor do que balzaquiana,e não somos brinquedinho na mão dos homens mais velhos.bjinhos

  8. Como faço para ser uma ninfeta? me ajuda

  9. Isto você não é, você nasce pré-destinada a isto e só dura por um tempo.
    Se você está na fase e não é, só nascendo de novo.
    Se você já passou da fase e não foi, só lamento.

  10. Acabei de descobrir que sou uma verdadeira ninfeta! haha


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