Publicado por: Raphael Godoy | 5 novembro , 2008

oba, obama ganhou!

Obama ganhou, está certo, tudo ótimo, tudo lindo. O mundo sorri, no Quênia é feriado nacional, agora os obamaniacos estão ainda mais feliz, e a marca vai estar ainda mais na moda. O mundo aspirava por mudanças e o povo norte-americano, num ato de boa vontade elegeu o Obama. E como o próprio disse em seu primeiro discurso “a mudança chegou a América”.

Eu continuou com a opinião de que isto é um discurso só pra inglês ver, ainda estou convencido de que os interesses dos apoiadores dele que são os mesmos do velho McCain, e que foram os mesmos de Bush, continuarão mandando e desmandando nos Estados Unidos. Principalmente, os banqueiros. Afinal das contas, o sistema monetário dos Estados Unidos gira em torno de um banco central que depende dos bancos para permanecer forte e os bancos precisam do banco central para continuar crescendo. É uma coisa viciada que não há como ser modificada nesta altura do campeonato sem que alguém arque com as conseqüências.

Fico preocupado com a vitória de Obama, não pelos norte-americanos ou pelo resto do mundo, não é por mim que eles se explodam em uma guerra sem fim, desde que deixe meu Brasil de fora dessa. Mas, me preocupo com o Obama, por que, como diz a Sisa, ele cria temdemsya. E já, já a moda chega aqui no Brasil. Antes que vocês pensem mal de mim, não tenho nada contra negros. Mas, alguém aí conhece algum que tenha uma história digna na atual política brasileira ? Não consigo me recordar agora.

Aí que vem minha preocupação, no Brasil, não tem. Mas, brasileiro gosta de copiar as coisas que vêm lá de fora, vide alguns nomes como, por exemplo: Helton Jackson, amigo meu. A mãe homenageou dois cantores Helton John (inglês) e Michael Jackson (Americano). Assim como coisas como esta acontecem por aqui, também pode acontecer na política.

Para inovar (copiar lá de fora), me tiram um político não sei de onde, começam a fazer uma campanha maciça de sua imagem por tudo quanto é quanto, o cidadão vira hit no youtube com paródias e vídeos bacanas que fortaleçam sua imagem, começa a aparecer na mídia sempre acompanhado de comentários positivos. O adversário alega que ele não tem experiência e que sua historia política é ruim. O candidato diz que é preconceito por ele ser negro e se torna ainda mais popular. Por algum motivo, artistas começam a fazer obras inspiradas no candidato, ele vira até manequim de loja de roupas, as pessoas querem ter algo que remeta ao candidato que é moda. De repente, todo mundo ama o Zé das Coves e ninguém sabe porque. Querem é inovar e ter um presidente negro. E assim o fazem.

A diferença é que lá nos Estados Unidos conseguiram achar um bom candidato, apesar dos pesares o Obama transmite aquele ar de esperança, um Martin Luther King mais moderno, que fala menos sobre as diferenças de raça e mais sobre esperança. E era isto que o mundo queria, esperança. Mas, por algum motivo, aqui por dentro, sinto-me como um familiar de paciente em fase terminal, que sabe que não tem mais jeito, mas houve atentamente ao médico que ainda diz ter uma solução. Mas, eles copiaram isto do Lula, que fez exatamente a mesma coisa, veio dos excluídos (por que chamar pobre de minoria é ridículo, já que eles são a maioria). Veio do povo, dizendo que ia governar para o povo, trouxe esperança.

E o que aconteceu? NADA! Continua a mesma coisa, o Brasil na mão dos banqueiros e empresários. E o Lula enganando o povo com programas meramente assistencialistas, que dão o que comer, mas não muda a realidade.

É se nesta troca de experiências, as coisas continuarem como estão, nada vai mudar, nem no mundo, nem por lá. Os Estados Unidos continuarão preocupando apenas com os seus interesses (o que é totalmente correto) e o Mundo continuará olhando para lá, atônito, a espera de um sinal de tempos melhores, e que, provavelmente não virá. E ainda poderemos ter a sorte, de neste modismo, eleger alguém do grupo dos excluídos, ter um presidente negro, ou homossexual, ou índio, ou seja lá o que for, não pela sua competência, mas por suas origens, pela sua identificação com aqueles que não fazem parte do sistema. E aí, novamente a mesma história: nos venderão esperança, mas não nos avisarão sobre o gigantesco risco do quadro não mudar.

Update: Antes que alguém me critique por causa deste artigo. Só escrevi baseado na questão da raça, porque é o que está mais sendo comentado e aclamado pela imprensa. Pouco se ouve a respeito das propostas e do homem Obama, e muito se fala por ele ser negro e agora ser presidente.

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