Finalmente, acabou a coisa da “Palhaçada Santa” em João Monlevade. Um lenga-lenga descomunal que rodou a cidade durante algumas semanas. Uma verdadeira falta de serviço dos nossos queridos e amados vereadores. Como já havia dito anteriormente, achei foi bom ter retirado o crucifixo da câmara, pois assim, o Cristo não seria obrigado a presenciar o desserviço à população proporcionados pelos representantes eleitos pelo povo.
Até onde me lembro, esta deve ser o 2º ato dos nossos vereadores que gerou algum tipo de manifestação popular em pouco mais de 2 anos. Primeiro, foi o vereador Robertinho com a acusação de que a imprensa em Monlevade é comprada. Agora o Pastor Carlinhos com o Crucifixo. Na boa, estes foram os menores dos pecados cometidos pelos edis em tantos anos de câmara.
Ninguém vai a Câmara nas reuniões, previamente avisadas, de prestação de contas da Prefeitura ou da própria Câmara. Quando uma vereadora foi cassada e retornou e depois foi quase cassada de novo, ninguém foi lá protestar. Quando nosso prefeito perdeu R$10 MILHOES de investimento para o município, ninguém foi lá para tirar satisfação. Mas, tira um crucifixo da parede para ver o que acontece.
Típica mentalidade de população com mente pequena e fechada, coisa de gente que briga por mesquinharia, que não tem o que fazer em casa. Padres que ao invés de pregarem o amor e exemplo do Cristo crucificado, posaram de fariseus que se colocam acima dos outros e se esquecem dos seus próprios pecados. Vereadores que ao invés de discutirem alternativas para melhorias da educação e saúde da população, perderam horas se posicionando contra ou a favor da retirada do bendito crucifixo.
Geralmente, tenho nojo de política, por causa dos bastidores de câmaras, prefeituras, assembléias… Mas, a política em Monlevade me dá preguiça e me enche de vergonha. São discussões bestas, que não levam a nada. Veja o estado que está a saúde de nossa cidade. Temos um governo executivo débil, que não consegue fazer o básico do básico da promessa de campanha. Cadê a “Vila Olímpica”, o teleférico, o restaurante popular? Cadê as melhorias na saúde? Cadê aquele Gustavo vendido aos eleitores que iria fazer e acontecer? Sumiu e hoje se mostra um fantoche de seu principal assessor. Mostra-se covarde e usa o golpe baixo de tentar fechar um jornal retirando-lhe a sede. Cadê o Gustavo que ia às ruas, com cara de bom moço e oferecendo a mão a todos? Hoje, está cada vez mais sozinho, perdendo aliados de sua campanha. O seu “órgão oficial do governo” (Jornal Bom Dia), começa a virar-lhe as costas, e deixar exposta as mazelas do governo. Alguns de seus secretários não agüentaram o rojão e pediram para sair.
Hoje eu acordei de saco cheio e com vergonha de ser Monlevadense. Não foi a primeira vez, mas, adoraria que fosse a última. Sei que não possível, mas, não custa nada querer.
Publicado por: Raphael Godoy | 6 abril , 2011
Capricho de uns, exagero de outros
Publicado em Uncategorized | Tags: "guerra santa", crucifixo, Emerson Duarte, Jornal A Notícia, Márcio Passos, monlevade, palhaçada, Pastor Carlinhos, Prandini, Prefeitura, Vereadores
Concordo com tudo, exceto quando vc diz que chega a ter vergonha de ser Monlevadense. Repense isto. Afinal, nossa cidade não tem culpa pelo fato desses incompetentes estarem no governo. Mas, enfim, tudo passará. Parabéns pelo texto.
Por: Taquinho em 7 maio , 2011
às 11:00 pm